Há uma hierarquia no mundo das palavras.

Imaginem uma certa classe de palavras que moram na área nobre de sua cidade.
Elas são muito bem sucedidas e misturam-se bastante.
Estão em todas.
São versáteis, aumentam, diminuem, questionam, designam, comparam, quantificam.
São em número muito menor que o universo de palavras que as rodeiam.
No entanto, imperam.
Sobressaem-se.

Todas as outras, apesar do grande número, ficam estáticas à espera de comandos dela para se manifestarem, para poderem significar algo além daquilo que o seu nome é, para que possam se movimentar, viver.

Essa classe importante da linguagem encontra-se incrustada em todas as imprensas, na língua dos falantes.

Está também condensada em qualquer livro de
gramática. Sim, é da gramática que falo.

Sei que essa palavra assusta.

Mas também já disse, em outra ocasião neste site, que o aluno
não precisa (salvo se o queira) estudar gramática; mas o mestre deve ensiná-la, sem mesmo que o pupilo o perceba.